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setembro 2021 Notícia do Segmento

PREVISÕES CLIMÁTICAS PARA O INÍCIO DA PRIMAVERA: O QUE O AGRONEGÓCIO DO RIO GRANDE DO SUL PODE ESPERAR

A agricultura é uma atividade que depende do clima; e a água é uma preocupação central para o agronegócio. As mudanças climáticas podem trazer diversos prejuízos para o setor, com a alteração no regime de chuvas, crise hidrológica, aumento na frequência de eventos climáticos extremos, mudanças de temperatura, o aumento de pragas e doenças, entre outras, como ventos fortes, chuvas de granizo, inundações, etc.

Desde o mês de novembro de 2019, o Rio Grande do Sul passa por um momento difícil em relação à estiagem, de acordo com a Defesa Civil do Estado, 15 municípios estão em estado de calamidade desde 2020, por conta da falta de chuvas.

Os reservatórios de água para a geração de energia no Estado estão operando com apenas 26,9% da capacidade, uma das piores posições desde 1931, um quadro que acende um sinal de alerta.

Nos meses de julho e agosto, as chuvas ocorreram de forma irregular e abaixo da média do esperado. E, embora a primavera esteja chegando e a tendência seja o aumento das precipitações, ainda assim, estima-se que o volume não seja suficiente para reverter o déficit hídrico do Estado, de acordo com os dados divulgados pela Sala de Situação da Secretaria do Meio Ambiente e Agricultura (SEMA), em seu Boletim Especial sobre a estiagem no Rio Grande do Sul.

O referido documento, faz um prognóstico climático e sugere que não há previsão de chuvas significativas a curto e médio prazo, impossibilitando assim a recarga hídrica. A situação angustiante está relacionada com o fenômeno climático La Niña, que se caracteriza pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, na Linha do Equador, alterando o padrão dos ventos e reduzindo as precipitações, o que também contribui para o déficit hídrico.

O fato é que o Boletim Especial sobre a Estiagem deixa o alerta para o calendário de plantio, especialmente do arroz e da soja, que vão demandar mais água para a irrigação, provocando o risco substancial de comprometimento da disponibilidade hídrica nas bacias do Rio Grande do Sul, orientando os agricultores a pensarem em tecnologias que ofereçam alternativas para esta realidade.  

Setembro começou trazendo chuvas intensas, especialmente no Sul gaúcho, com a formação de temporais e risco de alagamentos e inundações. Isso por conta da formação de um ciclone extratropical na Argentina, e o avanço de uma frente fria que pode provocar chuvas intensas em parte do Estado, inclusive com granizo e ventos fortes, de acordo com a MetSul Meteorologia, o que pode trazer prejuízos para a agricultura.

De alguma maneira, as chuvas trazem um certo alívio, já que a estiagem vem castigando o produtor agrícola no Rio Grande do Sul. No entanto, as chuvas de granizo também são preocupantes.

Este mês promete precipitações com valores próximos da normalidade na maior parte do Rio Grande do Sul, na região noroeste do Estado esses valores podem ficar acima da média, com temperaturas máximas próximas das normais e mínimas um pouco abaixo das normais em todas as regiões, possivelmente com a chegada de algumas massas de ar frio, que podem favorecer a possibilidade de ocorrência de geadas isoladas até o fim de setembro, uma preocupação, especialmente para a cultura do trigo.  

Para o último trimestre deste ano, as projeções climáticas não favorecem as lavouras de milho, que já foram plantadas e em novembro estarão numa fase em que exigirão mais água, com a falta de chuvas podem ser prejudicadas em seu desenvolvimento, podendo acarretar prejuízos aos produtores.

Para o Inmet, os efeitos do fenômeno La Niña sobre as chuvas devem ser sentidos com mais intensidade no final da primavera e começo do verão, assim nos meses de novembro e dezembro será acentuada a irregularidade das precipitações. Desta maneira, recomenda-se que os produtores rurais realizem a armazenagem das águas das chuvas do mês de setembro.

No início da primavera os produtores agrícolas devem se preparar para o aumento na frequência de tempestades, vendavais intensos, granizo e até mesmo para a possibilidade de tornado. Dados do Inmet mostram que nos últimos 20 anos, os tornados mais graves do Rio Grande do Sul ocorreram na primavera sob o efeito de La Niña.

A região Norte do Estado deve se alertar para o aumento da umidade e o aparecimento de doenças fúngicas na cultura do trigo no início da primavera.

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